Historial

O Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto, CIQ(U.P.), tem a sua génese em 1964, quando um grupo de investigação em síntese orgânica denominado “Núcleo de Investigação em Química Orgânica” se estabeleceu no então Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, sendo financiado pelo Instituto de Alta Cultura. Dois anos depois, em 1966, foi criado um Projecto em Química de Coordenação, seguido, em 1970, por um grupo de investigação em Química Teórica. Estas três unidades organizaram-se, em 1972, em “Projectos de Edital”, dando origem aos projectos PQ1, PQ2 e PQ3. Com a criação, em 1975, do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), houve a necessidade de reorganizar a investigação desenvolvida no Departamento de Química da Faculdade de Ciências, formando-se assim uma nova unidade designada por Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto, CIQ(U.P.). Inicialmente, o CIQ(U.P.) foi fundado com seis grupos de investigação (Síntese Orgânica, Química dos Radicais Livres, Química de Coordenação, Química Analítica, Termoquímica e Química Teórica) aos quais se juntou, em 1989, o grupo de investigação em Electroquímica.

Com a extinção do INIC, em 1994, a investigação desenvolvida no Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, sofre uma nova reorganização. Alguns investigadores saem do CIQ(U.P.) para fundar dois novos centros de investigação: o CEQUP, que mais tarde, em conjunto com uma unidade de investigação da Universidade Nova de Lisboa dá origem ao REQUIMTE (Laboratório Associado), e o LAQUIPAI.

O mérito do CIQ(U.P.), avaliado pelo trabalho desenvolvido e pelas publicações científicas, é traduzido pelo prestígio internacional de alguns dos seus grupos de investigação, nomeadamente, os grupos “Electroquímica Interfacial, Superfícies Modificadas e Sensores” e “Energética Molecular, Colóides e Bio-Interfaces”, pelas múltiplas colaborações nacionais e internacionais que foram estabelecidas, pelos projectos de investigação internacionais em que está envolvido, assim como pela nota de “Excelente” atribuída por painéis internacionais nas duas últimas avaliações das unidades de investigação promovidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT-MCTES).